Começo do fim da era do processamento centralizado na UFSC

Em dezembro de 1988 a UFSC promove as primeiras ações visando a adoção do processamento distribuído em detrimento do processamento centralizado vigente na universidade. Neste período a universidade dispunha de 2 computadores “mainframe” (1 IBM 4341 e 1 IBM 4381), cerca de 90 terminais, através de uma topologia de rede em estrela. Nessa época estima-se que haviam cerca de 500 microcomputadores, trabalhando de forma totalmente isolada, ou seja, ainda não aproveitavam o potencial de uma rede de computadores.

Início da era do processamento distribuído em rede e o começo da redeUFSC

Em dezembro de 1988 é criada uma comissão técnica de trabalho para analisar e direcionar os investimentos de recursos obtidos junto à FINEP para implantação do segmento de rede local entre o CTC  e o CFM  da UFSC. Para isso a comissão buscou criar um modelo de processamento de dados distribuído na UFSC, que permitisse a substituição gradual do processamento centralizado.

Membros da Comissão:

  • Clavio Coutinho Filho – Departamento de Informática;
  • Diomário Queiroz – Diretor do Centro Tecnológico;
  • Edison Melo – Núcleo de Processamento de Dados;
  • Fernando Cabral – Departamento de Física;
  • Jean-Marie Farines – Departamento de Engenharia Elétrica;
  • Luiz Fernando Maia – Departamento de Informática;
  • Paulo Cesar Jucá – Departamento de Engenharia Mecânica.

Em 1989 os trabalhos da comissão técnica resultaram em uma licitação internacional, que permitiu a aquisição de uma solução tecnológica capaz  de implementar o modelo de processamento distribuído em rede na UFSC, a começar pelo CTC e CFM. O edital especificou as necessidades em termos de equipamentos centrais, estações de trabalho e uma rede local capaz de integrar os novos equipamentos assim como os existentes à época. A comissão selecionou os seguintes fornecedores: 

  • Sun Microsystems – Estações de trabalho e equipamentos de rede; 
  • Unisys – Minisuper-computador vetorial Convex-C210; 
  • IBM – Computador de propósitos gerais IBM-3090.

UFSC ingressa na BITNET através de conexão com a FAPESP

UFSC é precursora do ingresso de Santa Catarina na rede BITNET (“Because It’s Time to NETwork“). Este ingresso, ocorreu em meados de 1989 e foi inicialmente realizado através de uma conexão experimental discada entre a UFSC e a FAPESP. Através dessa conexão de rede, pesquisadores e usuários foram capazes de se conectar com seus pares ao redor do globo que também estivessem conectados à BITNET. O acesso à rede BITNET era feito através de uma única conta de e-mail, criada na FAPESP, a qual era “compartilhada” pelos usuários da UFSC. Na UFSC, um profissional do NPD operava o serviço, recebendo em disquete os e-mails a serem transmitidos e separando os e-mails recebidos pelo seu assunto, que continha o destinatário, e fazia a sua entrega impressa ou em disquete.

Após 3 meses da experiência, cerca de 30 usuários já se beneficiavam do serviço de correio eletrônico provido pela FAPESP. Foi a partir de então, que a UFSC estabeleceu uma conexão dedicada com a FAPESP e passou a fazer parte da rede BITNET, ou seja, passou a ser um “nó da rede”. Esta conexão foi possível graças ao empréstimo, pelo CIASC, de uma Unidade de Controle de Comunicação UCCI da Itautec e através da contratação de um enlace LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados) de 1,2 kbps da EMBRATEL 

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IBM-3090
IBM 3090, computador utilizado para conectar a UFSC e FAPESP.

Para poder prover o serviço de correio eletrônico, a rede BITNET utilizava um subsistema da IBM conhecido como RSCS (Remote Spooling Communication Subsystem) e o protocolo NJE (Network Job Entry) em vez do TCP/IP. O subsistema RSCS funcionava através da criação de uma máquina virtual no IBM 3090, permitindo a transferência de arquivos, troca de mensagens e o envio de comandos, de equipamentos locais ou remotos para outros equipamentos, também locais ou remotos, obtendo uma vantagem sobre a ARPANET, seu maior concorrente na época, ao não demandar uma conexão continua por ser uma rede ponto-a-ponto que utilizava tecnologia de “store and forward“.

Entrega do IBM 3090 para iniciar o processamento em rede na UFSC

Em janeiro de 1990 o primeiro equipamento selecionado na licitação é entregue na UFSC. Se tratava do IBM 3090, adquirido para substituir tanto o IBM 4341 quanto o IBM 4381, os quais proviam todos os serviços de TI disponibilizados pelo NPD. Com a aquisição do IBM 3090 a UFSC experimentou um salto significativo na de capacidade de processamento e armazenamento de dados. O novo mainframe utilizava o sistema operacional da IBM, o VM/CMS (Virtual Machine/Conversational Monitor System). Este sistema operacional permitia definir e usar máquinas virtuais para que os usuários compartilhassem o equipamento enquanto mantinham seus arquivos e dados separados. Já o sistema MVS (Multiple Virtual Storage) também desenvolvido pela IBM, era o sistema operacional mais utilizado nos mainframes IBM System/370 e System/390, para processamento de serviços (jobs) simultâneos em partições distintas da memória.

Criação do domínio “brufsc.bitnet”

BITNET – A Rede de comunicação que liga nossa universidade a outras universidades, centros de pesquisa e redes do mundo.

Em março de 1990 foi criado o domínio brufsc.bitnet, que propiciou aos usuários da UFSC uma identidade da instituição, não necessitando mais criar entradas de serviço abaixo do domínio da FAPESP. Com o intuito de divulgar e incentivar o uso da rede BITNET, pela comunidade universitária da UFSC, foi elaborado um folder, onde eram passadas as informações sobre as potencialidades deste novo serviço assim como mostrava a integração da UFSC, através desta rede de comunicação, com as demais redes mundiais de computadores.

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bitnet_folder_ufsc
Folder de divulgação da BITNET na UFSC

A implementação física desta conexão só foi possível graças a uma unidade de controle e comunicação da marca ITAUTEC – UCCI, emprestada pelo CIASC, a qual permitiu que a conexão inicial via LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados) que era de 1,2 Kbps provida pela  EMBRATEL fosse ampliada para 2,4 Kbps. Neste momento a UFSC já contava com 100 terminais com acesso a BITNET, sendo que os usuário já faziam acesso à rede via terminais IBM 3270 conectados ao mainframe IBM 3090, utilizando o software da IBM chamado RSCS (Remote Spooling Communication Subsytem) e o protocolo NJE (Network Job Entry) em vez do TCP/IP.

Entrega do Convex-C210 e estações de trabalho para a redeUFSC

Em julho de 1990, a UFSC recebe o supercomputador CONVEX-C210, com processamento vetorial, adquirido através da licitação internacional realizada em 1989. O equipamento entregue à UFSC, além do processamento vetorial, possuía uma CPU com um único processador e sistema operacional CONVEXOS, baseado no sistema UNIX BSD 4.2 de Berkeley capaz de suportar 4 processadores. Contava também com uma memória de 64 Mb5,4 Gb de disco, uma unidade de fita carretel e uma impressora com velocidade de 600 linhas por minuto. O CONVEX-C210 possuía 2 controladoras de terminais locais assíncronos com capacidade de ligação de até 16 terminais cada.

No processo de licitação do CONVEX-C210 foi necessário obter a autorização do Departamento de Defesa Americano para a importação, visto que os computadores CONVEX eram capazes de realizar processamento em paralelo e tinham capacidade de processamento para realizarem pesquisas relacionadas ao enriquecimento de urânio para propósitos militares.

Ainda em julho de 1990, a UFSC recebeu 20 estações de trabalho da SUN Microsystems, adquiridas através de projeto do CNPq, que se tornam o marco inicial da utilização e disseminação do sistema operacional Unix no CFM, CTC e NPD.

Primeira rede local utilizando padrão Ethernet da UFSC

Em dezembro de 1990 a primeira rede local padrão Ethernet/TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) conectando o CTC e o CFM ao NPD (atual SeTIC) da UFSC é implantada, dando início a redeUFSC. A rede foi estabelecida utilizando a tecnologia de enlace 10BASE5 também conhecido como “Thick Ethernet” ou cabo coaxial grosso de 500 metros, capaz de transmitir a uma velocidade de 10 Mbps utilizando o protocolo CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection). 

A escolha por utilizar o TCP/IP se deu pelo fato de ser, na época, a única solução independente de fornecedores presente em quase todos os sistemas computacionais existentes em universidades, visto que a maioria dos protocolos rodavam somente em máquinas do mesmo fabricante, tornando a conexões entre os diferentes protocolos uma tarefa árdua.

Instalação do primeiro segmento de fibra ótica na UFSC

Em janeiro de 1991 foi instalado o primeiro segmento da rede de fibra ótica conectando o CFM ao segmento de cabo instalado no final de 1990. A conexão foi realizada através de uma fibra ótica multimodo 62,5 mícron utilizando um repetidor Cabletron FR-3000 com 2 interfaces para conectar a fibra ótica ao cabo coaxial. A conexão por meio de fibra ótica permitiu aumentar o volume de tráfego de dados entre o CFM e CTC, consequentemente com o NPD (atual SeTIC), permitindo aos pesquisadores desses centros uma melhor comunicação e compartilhamento de recursos.

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Cabletron-FR-3000
Cabletron FR-3000 utilizado na instalação da primeira conexão de fibra ótica na redeUFSC.

UFSC se torna nó da BITNET e passa a fornecer acesso à BITNET para outras instituições de Santa Catarina via CIASC

No início de 1991 a UFSC se torna um nó da rede BITNET. Através de um acordo firmado com SED, UDESC e ACAFE, a UFSC viabiliza o acesso à BITNET para outras instituições do estado. Para as instituições que desejassem o acesso à BITNET, as mesmas alugavam linhas telefônicas comerciais e se conectavam ao mainframe do CIASC, que por sua vez era conectado ao mainframe IBM 4341 da UFSC que viabilizava o acesso a BITNET. O software de comunicação utilizado era o RSCS (Remote Spooling Communications Subsystem) e o protocolo NJE (Network Job Entry) da IBM.

Recursos computacionais e de rede são integrados à redeUFSC

Em março de 1991 os recursos computacionais e de rede integrados à redeUFSC, permitiram que os mesmos fossem acessados de forma remota e otimizada, o que aumentou o aproveitamento dos seguintes recursos disponíveis:

  • Convex C-210 (NPD);
  • Microvax (EMC);
  • 3 estações de trabalho (EMC);
  • 1 subrede (EEL).

Em julho do mesmo ano são entregues na UFSC as primeiras estações de trabalho da SUN Microsystems financiadas pelo Finep e licitadas em 1990. As estações são instaladas no CTC e CFM como parte de uma das etapas de implementação do modelo de processamento distribuído em rede na UFSC, concebido em 1989.

UFSC apresenta primeira proposta para criação de uma rede estadual

Em 1992, buscando dar maior autonomia às instituições e viabilizar diversidade na forma de acesso à rede através do uso de tecnologias como X.25, SDLC, TCP/IP e acesso assíncrono para microcomputadores, e a necessidade de existência de rotas alternativas, a UFSC através do NPD (atual SeTIC) e do INE apresenta à SETEMA (Secretaria de Educação, Tecnologia e Meio Ambiente) uma primeira proposta para criação de uma rede estatual para apreciação do Governo do Estado.

Esta proposta buscava criar uma rede estadual com o público alvo de instituições de ensino superior e órgãos de pesquisa nos moldes da RNP. O principal objetivo desta rede era realizar a “integração dos órgãos acadêmicos e de pesquisa, sediados no Estado de Santa Catarina, em uma rede estadual ligada à Rede Nacional de Pesquisa.” Fato que em 1989, a RNP foi formada para fazer essa integração dos principais centros de pesquisa e universidades do país. Tecnicamente, nesta época a rede da RNP foi criada a partir de um conjunto de linhas dedicadas patrocinadas pelo CNPq com tecnologia sustentada pela BITNET, caracterizando-se como um braço da INTERNET no país para conectar os computadores.

Neste momento, o projeto para criação da rede catarinense buscava apoio de diferentes iniciativas, podendo-se citar: Governo do Estado, Secretaria de Ciência e Tecnologia, das Instituições de Ensino Superior (IES), SEC, CIASC e CELESC. O investimento previsto se concentrava na aquisição de equipamentos de comutação de redes, aluguel de linhas dedicadas/discadas para fazerem as interconexões entre os pontos de acesso, distribuição e central, além do pessoal técnico. Os serviços providos por esta rede deveriam possuir diferentes níveis de abrangência, tanto local (própria instituição); regional (instituições do estado); nacional (redes RNP, BITNET e INTERNET); e internacional (outras redes do globo).

Serviços básicos de abrangência geral como correio eletrônico, transferência de arquivos, logon remoto e conferências computadorizadas eram previstos. Outros serviços como repositório de software de domínio público, submissão remota de serviços e acesso a banco de dados eram previstos no âmbito estadual.

Esta proposta inicial vislumbrou três alternativas para formar a rede estadual:

  • Iniciativas Individuais: realizar a conexão ao nó mais próximo. Este proposta se baseava no modelo da RNP. Entre as vantagens deste modelo se destacava a facilidade de implantação dado que o esforço para construir a rede dependia da vontade e dos recursos da própria instituição que desejasse se conectar na rede. Como principal desvantagem, destacava-se o custo elevado e ser uma proposta restrita às instituições maiores;
  • Criar uma Estrutura Própria: em termos técnicos, esta proposta seria a mais adequada, dado que existia a necessidade de recurso computacional em grande parte das instituições. Todavia, na época a “massa crítica” catarinense ainda era pequena e de custo de comunicação elevado.
  • Utilizar a Infraestrutura da rede do Governo do Estado: esta proposta previa uma infraestrutura de rede composta de nós de comutação interligados por linhas dedicadas com tarifação sobre o uso destes enlaces.

UFSC recebe o Ponto de Presença da RNP e se conecta ao backbone nacional

No início da Internet no Brasil, não existiam provedores comerciais para dar transito IP para os provedores e instituições conectadas, fazendo com que o PoP tivesse um “braço” de operação comercial, ajudando a alavancar a Internet no Brasil.

No início de 1992, a UFSC recebe o Ponto de Presença da RNP em Santa Catarina (PoP-SC) e assim se torna a primeira instituição do estado a se conectar à RNP, estabelecendo conexões com Porto Alegre (UFRGS), Rio de Janeiro (LNCC) e Curitiba (Celepar), de acordo com o plano de conectar as capitais estaduais através do backbone nacional. Cada enlace implantado tinha capacidade de 9,6 Kbps, totalizando uma capacidade agregada de 28,8 Kbps. O protocolo de transporte utilizado foi o IP (Protocolo de Internet) utilizando a tecnologia de transmissão LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados).

Esta época marca o inicio da Internet no Brasil, e a instalação do PoP-SC é um marco dado que não existiam provedores comerciais para dar transito IP para os provedores e instituições conectadas. Isto fez com que o PoP tivesse um “braço” de operação comercial, ajudando a alavancar a Internet no Brasil. Estas conexões iniciais duram até o ano de 1994.

Mainframe IBM 3090 é integrado à redeUFSC

Em junho de 1992 o mainframe IBM 3090 é integrado à redeUFSC, para isso foi necessária a aquisição de uma controladora de interconexão de modelo IBM 3172 que possuía interfaces tanto para o Canal IBM quanto Ethernet AUI para a conexão com a rede Ethernet.

Criação do domínio ufsc.br

Em julho de 1992 a UFSC passa a se conectar a Internet através de ligações com Porto Alegre (UFRGS), Curitiba (Celepar) e Rio de Janeiro (LNCC) por meio do backbone da RNP via PoP-SC.

Com a conexão à internet firmada é criado o domínio ufsc.br, utilizado atualmente pela universidade como domínio principal para todas as suas unidades. Esse domínio lentamente substituiu o domínio brufsc.bitnet previamente criado até o fim da BITNET em Santa Catarina em 1995.

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Diagrama das conexões entre os pontos de presença da Rede Nacional de Pesquisa em julho de 1992.

Recebimento dos recursos para criação do backbone FDDI para a redeUFSC

Em outubro de 1992 são recebidos recursos do projeto do MEC/SESU, permitindo iniciar a implantação de um backbone de 100 Mbps, utilizando a tecnologia FDDI (Fiber Distributed Data Interface), por todo o Campus Reitor João David Ferreira Lima. Os recursos permitiram também a aquisição de: 10 servidores de rede, cabos óticos, conectores, servidores de rede da IBM de modelo RS/6000, concentradores FDDI (100 Mbps) e a ampliação de memória do IBM 3090 de 32 Mb para 64 Mb.

As redes FDDI possuíam as vantagens de possuir um alcance de até 200 Km e a capacidade de atender a milhares de usuários simultaneamente. Por possuir tais características as redes FDDI foram frequentemente utilizadas como backbone para redes de grande área (Wide Area Network – WAN), possibilitando a integração de múltiplas LANs implementadas em locais remotos que necessitam de acesso a um mesmo banco de dados ou centro de processamento de dados, por exemplo, como é frequente nos casos dos campi universitários.

Implantação do backbone FDDI para expansão da redeUFSC

Em março de 1993 foi iniciada a expansão do backbone de fibra ótica para o Campus Reitor João David Ferreira Lima, sendo que sua finalização se dá somente em 1994. O segmento de backbone implementado contava com a tecnologia FDDI (Fiber Distributed Data Interface), o padrão baseado em uma série de normas ANSI e ISO para a transferência de dados em rede locais (Local Area Network LAN) através de fibra ótica. O backbone passou a conectar todos os centros acadêmicos e as principais unidades administrativas via redeUFSC.

A rede passou a possuir uma capacidade de 100 Mbps via FDDI e 10 Mbps via Ethernet utilizando protocolos IP tanto sobre FDDI quanto Ethertnet. São instalados os equipamentos recebidos em outubro de 1992, sendo eles: 3 concentradores IBM 8240 com 4 portas FDDI, 1 concentrador IBM 8240 com 8 portas FDDI, 1 concentrador digital com 6 portas FDDI, 1 concentrador Ethernet com 12 portas 10baseFL e um bridge FDDI/Ethernet com 1 porta FDDI-SAS e uma porta Ethernet AUI.

Proposição da rede estatual é reapresentada ao Governo do Estado

Ao final de 1994, com a necessidade de expansão da rede de Internet Acadêmica para outras instituições de pesquisa e ensino de Santa Catarina e estendendo a primeira proposta apresentada anteriormente, UFSC, UDESC, EPAGRI e ACAFE entregaram ao Governo do Estado uma proposta conjunta para a criação da RCCT – Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia.

A proposta desta rede era expandir na abrangência estadual o alcance da Internet da RNP, criando uma rede estadual de alta qualidade para interligar as instituições de ensino superior e de pesquisa, principalmente agrícola, com a Internet, além de viabilizar uma infraestrutura para ensino a distância e intercâmbio de informações entre as instituições conectadas nesta rede. Em maio desse ano a UNISUL se conectou à Internet através de uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Santa Catarina e apoio técnico da UFSC e UDESC, a conexão inicialmente possuía capacidade de 19,2 Kbps, possibilitando o início dos esforços para educação a distância.

O projeto propõe a criação de pontos de presença através do estado e instituições a serem conectadas nestes pontos. Inicialmente a proposta era instalar estes pontos de presença nas cidades de Florianópolis, Itajaí, Joinville, Blumenau, Canoinhas, Lages, Joaçaba, Chapecó, Tubarão e Criciúma.

Somente foi possível elaborar esta proposta, graças as articulações nacionais que estavam surgindo, com a presença da Rede Nacional de Pesquisa, bem como a institucionalização de um Ponto de Presença da RNP no estado, o PoP-SC. Entre a criação do PoP-SC e esta proposta, houveram uma série de tentativas para expandir a rede para outras instituições de ensino e pesquisa de Santa Catarina, porém todas foram iniciativas isoladas e algumas com teor puramente experimental. Neste viés, podem-se citar os esforços da UDESC (Florianópolis e Joinville), EPAGRI, TELESC, CIASC, Blusoft (Blumenau), Softville (Joinville) e CTAI.

Backbone da RNP em Santa Catarina tem sua capacidade ampliada para 2 Mbps (1995 – 1999)

No ano de 1995 ocorre a ampliação de capacidade de 28,8 Kbps para 2 Mbps de conexão do PoP-SC ao backbone nacional da RNP,  mantendo a mesma tecnologia de transmissão LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados) e protocolo de transporte IP (Protocolo de Internet). Esta atualização proporcionou um aumento da capacidade em mais de 71 vezes em relação a capacidade agregada anterior.

Nesta época, o backbone da RNP em Santa Catarina sofre mudança de topologia, sendo que se manteve apenas a conexão para Porto Alegre. As demais conexões para Curitiba e Rio de Janeiro foram descontinuadas. Esta topologia implantada vai até o ano de 1999.

No ano de 1997, o PoP-SC já contava com 31 conexões diretas.

Criação da RCT-SC

A partir da elaboração da proposição conjunta da rede estadual apresentada ao Governo do Estado no ano anterior, em maio de 1995 foi lançada oficialmente a Rede de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina – RCT/SC através da assinatura do Protocolo de Cooperação para sua criação. A partir da criação da RCT/SC, estabeleceu-se como principais objetivos a integração dos órgãos que produzem e utilizam informações em ciência e tecnologia, bem como ensino à distância, através da implantação de uma infraestrutura de rede de computadores em Santa Catarina, ligada à Rede Nacional de Pesquisa.

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Principais objetivos da RCT-SC

Aproveitou-se esta ocasião para divulgar o edital de licitação para aquisição da infraestrutura necessária. No evento, fez-se uma demonstração da rede ao Ministro Israel Vargas que ao conhecer a proposta da RCT/SC, assinou o protocolo de intenções, visando fomentar a implantação da mesma. Neste documento o Ministério de Ciência e Tecnologia se propõe a apoiar com recursos na ordem de R$ 500.000,00  (Quinhentos mil reais) destinados a cobertura dos recursos humanos necessários a implementação da RCT/SC.

Na mesma data, foi assinado o convênio com a UFSC e Governo do Estado de Santa Catarina, através da SDT, viabilizando adquirir equipamentos para a Rede Catarinense de Ensino a Distância (projeto de vídeo conferência remota liderado pelo LED/UFSC).

Expansão do backbone redeUFSC através do backbone ATM

Em 1995 é iniciado o projeto de expansão do backbone da redeUFSC utilizando a tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode) que se estendeu até 1997. A nova expansão possuía capacidade de 155 Mbps, um grande avanço ao comparados 100 Mbps disponibilizados pela tecnologia FDDI previamente instalada. A redeUFSC passou a trabalhar simultaneamente com as tecnologias Ethernet, FDDI e ATM, para isso utilizou o IBM 8260 Nways Multiprotocol Switching Hub, proporcionando um caminho de migração suave para mídias compartilhadas nas redes de alta velocidade.

A rede possuía então capacidades de 155, 100 e 10 Mbps via as tecnologias de enlace ATM, FDDI e Ethernet, respectivamente, sendo que a mesma operava com protocolos IP sobre Lan Emulation, IP sobre FDDI e IP sobre Ethernet.

Fim da BITNET em Santa Catarina

Em novembro de 1995 a UFSC encerra suas atividades como nó da BITNET. A partir deste momento a adoção da Internet ganha força, bem como já estava sendo feito em outros países desde o final da década de 1980. Os usuários foram instruídos a divulgar seus endereços da Internet (…@ibm.ufsc.br) e que realizassem um novo cadastro em quaisquer listas de e-mail com o endereço da Internet para que não deixassem de receber suas correspondências. 

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Fim-da-BITNET
Mensagem sobre o encerramento das atividades da UFSC como nó da BITNET

Contudo não podemos esquecer da importância da BITNET como precursora da Internet, no sentido de criar expectativas sobre uma rede aberta e de livre acesso além de ajudar com a criação do conceito de pagamento por banda alugada e não por quantidade de dados transmitidos como era proposto inicialmente, como podemos observar nesse trecho do livro “How the Web was Born: The Story of the World Wide Web. 

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How-the-web-was-born-BITNET
"No entanto, o mundo das redes tinha muito que agradecer à BITNET pois 'Foi um importante precursor da Internet', explica Brian Carpenter, 'no sentido em que estabeleceu muitas expectativas com relação a abertura e liberdade de acesso.' É difícil entender como isso revolucionou o mundo da pesquisa de partículas na física e ultimamente o desenvolvimento global da Internet. 'BITNET', disse Paul Kunz 'foi a que rompeu as barreiras políticas.' Ao fazer isso, colocou um fim as ambições das empresas de telecomunicações de cobrar pela transmissão de dados por byte. O modelo de cobrança que a BITNET ajudou a estabelecer foi baseado em linhas alugadas, cujo preço é determinado pela largura de banda. Uma vez pago o aluguel da linha, o quanto se usa depende do usuário.

Iniciada implantação da RCT-SC

A RCT-SC – Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia – é uma iniciativa da SDT – e seu objetivo é implantar o backbone (espinha dorsal) de uma rede de computadores para apoio as atividades de ensino, pesquisa e extensão no estado.

A partir de 1996, deu-se início à implantação a Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia (RCT-SC). Uma das primeiras ações na concretização de sua implementação foi a criação do Comitê Gestor da rede, composto pela coordenação da SDT e representantes da UFSC, UDESC, ACAFE, EPAGRI, SED, RNP e TELESC. O projeto tinha o intuito de criar, assim como estava sendo feito pela RNP em âmbito nacional, o backbone (espinha dorsal) da rede no estado de Santa Catarina, possibilitando a conexão entre Instituições de Ensino Superior (IES) e Unidades de Pesquisa (UP), incluindo os polos geradores de conhecimento ao redor do estado.

Na época, a concessionária de telefonia do estado TELESC aderiu a iniciativa. Esta adesão foi essencial, dado que a entrada da TELESC à iniciativa previu um desconto de 70% no aluguel das linhas do backbone, sendo que em contrapartida a TELESC poderia utilizar 20% dos roteadores para provimento comercial. A motivação para o acordo partiu do princípio que a RCT-SC não interferiria nas atividades comerciais da TELESC por se tratar de um ente unicamente educacional. Por parte das IEPs (Instituições de Ensino e Pesquisa), era entendido que mais tempo seria necessário para levantar os fundos necessários para a implantar uma rede completamente própria.

O projeto foi viabilizado com recursos do Governo Estadual, ACAFE, UFSC, UDESC, EPAGRI, dentre outros. Na época, foram adquiridos equipamentos de rede e vídeo conferência através de financiamento da FUNCITEC (Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado de Santa Catarina) – atual FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). O investimento foi na ordem de R$1,5 milhões viabilizados através de um edital internacional. Além deste investimento, outro custo arcado foi o aluguel mensal na ordem de R$120.000,00 das linhas de transmissão. Atualmente, a RCT-SC continua sendo administrada pela FAPESC.

Além dos investimentos para aquisição de equipamentos e aluguéis de linhas de transmissão, o CNPq disponibilizou o total de 20 bolsas RHAE para formar o corpo técnico desta rede. UFSC e UDESC ficaram como responsáveis pela gerência da rede e suporte técnico inicial à implantação, enquanto as demais instituições tinham como responsabilidade administrar os seus pontos de presença, propiciar a capilaridade interna da rede e incentivar conexões regionais.

As primeiras conexões experimentais estabelecidas envolveram a SDTUDESC e a UFSC. Posteriormente, a rede alugada se expandiu possuindo a capacidade para 9 circuitos de 2 Mbps e 11 circuitos de 64 Kbps, utilizando protocolo de IP (Protocolo de Internet) sobre PPP (Protocolo Ponto-a-Ponto) e tecnologia de enlace LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados). Estes circuitos permitiram construir o backbone da RCT-SC. A partir dos locais onde foram instalados os Pontos de Presença (PoP) da RCT, foram estabelecidas as conexões para as instituições que se interconectariam nesta rede.

Os PoPs que receberam o MUX também receberam equipamentos de video conferência.  Os MUX foram necessário para dividir parte da banda para a rede IP e parte para a rede de vídeo conferência pois esta não operava sobre IP e sim sobre canais dedicados que variavam entre 64 Kbps e 512 Kbps. Os equipamentos de vídeo conferência faziam parte do projeto Rede Catarinense de Ensino a Distância, liderado pelo LED/UFSC e que passou a fazer parte integrante do projeto da rede estadual RCT-SC.

RMCT – Rede Metropolitana de Ciência e Tecnologia

Aproveitando o ensejo da iniciativa RCT-SC, em 1996 é implantado o primeiro segmento de rede metropolitana acadêmico de alta velocidade em Florianópolis. Esta iniciativa ficou conhecida como RMCT (Rede Metropolitana de Ciência e Tecnologia). A sigla RMCT tem alusão a RCT-SC (Rede Catarinense de Tecnologia em Santa Catarina).

Esta rede conectava o campus da UFSC na Trindade, UDESC, campus CCA/UFSC, EPAGRI, CIDASC, Secretaria de Agricultura e FUNCITEC (atual FAPESC) através de fibra ótica single-mode entre UFSC e UDESC e multi-mode entre UFSC e outras instituições.

Tratava-se de uma rede com tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode) e Ethernet, atuava com protocolos IP sobre LANE e IP sobre Ethernet e possuía as capacidades de 155 Mbps através de ATM e 10 Mbps através de Ethernet contando com os equipamentos IBM 8260 e IBM 8271.

Até o ano de 2005, não houve expansões significativas na RMCT, a qual permaneceu praticamente inalterada desde 1996, a não ser pelo aumento da capacidade da conexão entre os pontos de presença do PoP-SC (RNP) e o PoP-UDESC (RCT-SC) que passou a operar com 622 Mbps em ATM e o aumento da capacidade de conexão das outras instituições que passou de 10 Mbps em Ethernet para 155 Mbps em ATM, em função de equipamentos que operaram da RMAV-FLN. A sua abrangência ainda era bastante restrita, conectando somente prédios da UFSC no bairro Trindade e instituições no bairro Itacorubi, fazendo com que demais unidades na região metropolitana da cidade (Florianópolis, São José e Palhoça) tivessem que se conectar à RCT-SC em baixa velocidade (128 Kbps a 2 Mbps).

Expansão da RCT-SC

O fato marcante no avanço da informatização foi a interligação da UNISUL na rede INTERNET em novembro de 1994, com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Santa Catarina e apoio técnico da UFSC e UDESC. A linha de transmissão inicial de 19.200 bps alterou para 64 Kbps em 1995, e hoje está em 2 Mbps, possibilitando maior agilidade nas comunicações e viabilizando a videoconferência e o ensino à distância. A UNISUL investiu significativamente nesse sistema de comunicação, estando hoje na vanguarda no âmbito das instituições congêneres do Estado, tendo seu Home Page na INTERNET bastante acessada.

UNISUL

Já em 1997 existiam mais de 50 instituições conectadas na Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia – RCT-SC. Somente parte delas se conectaram diretamente ao POP-SC, as demais se conectaram a UDESC, FURB, UNISUL, entre outras. Conexões típicas para estes enlaces utilizavam tecnologia de transmissão LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados) em par metálico fornecido por operadoras com velocidades típicas de 19,2 Kbps, 64 Kbps (maioria), 128 Kbps e 2 Mbps.

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Backbone RCT-SC em 1997

Implementação da rede ATM na RedeUFSC, PoP-SC e RCT

A partir de 1998, a tecnologia de rede ATM (Asynchronous Transfer Mode) passa a ser utilizada para interconectar as rede da RedeUFSC, PoP-SC e RCT-SC. Neste ano, a UFSC também adota a tecnologia em seu backbone (622 Mbps) e na sua rede de acesso (155 Mbps). Já o PoP-SC, a adota em sua rede local.

Foram utilizadas as tecnologias de enlace ATM LANE (ATM Local Area Network Emulation), ATM Classical IP e MPOA (Multi-Protocol Over ATM), uma tecnologia que visa facilitar a troca de dados em uma LAN (Local Area Network) através de um backbone ATM. A tecnologia também possibilitava a integração da rede ATM com protocolos LAN (Ethernet, Token Ring e TCP/IP).

A rede era inicialmente administrada pelo Núcleo de Processamento de Dados (NPD) da UFSC, que posteriormente foi transformado no atual SeTIC.

Entre 1998 e 2003 a tecnologia ATM foi amplamente adotada por parte da UFSC na rede local do Campus Reitor João David Ferreira Lima, também foi adotada pelo PoP-SC/RNP e RCT-SC para formar suas respectivas redes. Na mesma época também foi implantada a RMAV-FLN com a tecnologia ATM, uma rede municipal experimental financiada com recursos disponibilizados pela RNP/CNPq e com grande participação da UFSC no projeto.

RMAV-FLN – Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis

Em setembro de 1998 é submetido o projeto para a criação da Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis (RMAV-FLN) por meio de uma parceria entre UFSC, UDESC, TELESC, EPAGRI/CLIMERH. O projeto foi submetido sob o edital da RNP ProTem (Programa Temático Multiinstitucional em Ciência da Computação)/CNPq de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade – RNP/Internet2. A coordenação do projeto na UFSC ficou a cargo do NURCAD (Núcleo de Redes de Alta Velocidade e Computação de Alto Desempenho).

Em 1999 o projeto é aprovado no edital e a rede RMAV-FLN é construída como uma rede experimental para aplicações avançadas com capacidades entre 155 Mbps e 622 Mbps no backbone e entre 25 Mbps e 155 Mbps no acesso. A rede utilizava tecnologias de enlace ATM LAN Emulation, ATM Classical IP e MPOA. A rede foi projetada de maneira a integrar as redes das instituições participantes, promovendo melhorias na qualidade dessas redes.

No total o projeto RMAV-FLN teve uma duração de 26 meses, entre abril de 1999 a maio de 2001. Após o término do projeto, as instituições permaneceram conectadas, porém não foram realizados mais experimentos. Os principais resultados do projeto foram:

  • Implantação e operação da Rede Metropolitana de Alta Velocidade de Florianópolis;
  • Criação de estrutura e condições para administrar a rede de forma eficiente e segura;
  • Realização de experimentos em aplicação de multimídia distribuída; e
  • Capacitação de pessoal e instituições para operar, gerenciar e implementar melhorias em redes de tecnologia ATM.

RMG – Rede Metropolitana Governamental

No ano de 1999, o CIASC em parceria com a FUNCITEC (atual FAPESC), dão início a construção da Rede Metropolitana Governamental (RMG) na região da Grande Florianópolis. Esta rede tem por objetivo conectar órgãos da administração estadual do poder executivo, legislativo e judiciário.

A tecnologia empregada nesta rede é a Gigabit Ethernet e Fast Ethernet. Até o ano de 2005 esta rede já possuía 74 km de fibra lançados e 108 prédios conectados.

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Topologia-RMG-2007
Rede Metropolitana Governamental (RMG) em 2007

Utilização da tecnologia ATM no PoP-SC para enlaces providos pela RNP (2000-2003)

No ano de 2000, o PoP-SC recebe os enlaces da RNP utilizando a tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode), substituindo a tecnologia de transmissão LPCD (Linha Privativa de Comunicação de Dados). Em cima destes enlaces foi utilizado a tecnologia de Circuitos Virtuais sobre a tecnologia ATM. Esta tecnologia permitiu alocar circuitos dinâmicos conforme a demanda. Todos os circuitos ATM foram providos pela operadora Embratel. A tecnologia ATM foi utilizada até 2003, mantendo a mesma topologia com banda agregada alocada sob demanda.

Inicialmente, a capacidade agregada foi de 16 Mbps, ou seja, 2 enlaces de 8 Mbps cada, sendo um para São Paulo e outro para Rio de Janeiro. Estes enlaces substituíram o enlace do Rio Grande do Sul, trazendo melhorias como dupla abordagem e aumento da capacidade em 8 vezes em relação a fase anterior. Este modelo chegou a atingir uma banda agregada de 54 Mbps (36 Mbps para Rio de Janeiro e 18 Mbps para São Paulo), tendo um aumento superior à 3 vezes a capacidade alocada no início da fase ATM. As larguras de bandas intermediárias eram alocadas conforme a demanda, que podiam mudar de mês a mês. O equipamento instalado no PoP-SC para receber os enlaces da RNP foi um Cisco 7500, com uma interface ATM e duas interfaces FastEthernet.

A partir de 2002, os enlaces começaram a ser entregues utilizando rádio enlace de 155 Mbps. Neste enlace, os circuitos dinâmicos eram alocados conforme demanda construídos através de PVC ATM (Permanent Virtual Circuit ATM). Internamente, o PoP-SC predominantemente adotou a tecnologia ATM. A conexão com a RMAV-FLN tinha capacidade de 622 Mbps. As redes locais eram emuladas através do protocolo LANE (Lan Emulation), onde o switch possuía uma interface ATM para conexão ao backbone e interfaces Ethernet/Fast Ethernet para conexão de hosts. A emulação da rede era realizada através do roteador IBM-MSS, que além de realizar o roteamento era um servidor de configuração de redes virtuais emuladas LECS (LAN emulation configuration server).

A mudança de tecnologia do backbone da RNP demarca o fim do primeiro backbone implantado e o início do novo backbone acadêmico, que ficou conhecido com RNP2. A implantação do novo backbone acadêmico seguiu as tendência das redes acadêmicas no resto do mundo, nas quais se buscava expandir a rede acadêmica brasileira e interconectar esta rede as iniciativas acadêmicas internacionais como RedClara (América Latina), Internet2 (Estados Unidos) e Géant (Europa).

Escolas estaduais começam a ser conectadas a RCT-SC

Em 2001 começam a ser introduzidas escolas estaduais à RCT-SC através de esforços por parte SDT. Com isso foram conectadas aproximadamente 240 unidades até o final deste mesmo ano, com enlaces mínimos de 64 Kbps e máximos de 2 Mbps.  As conexões utilizavam tecnologia Frame Relay com enlaces mínimos de 64 Kbps e máximos de 2 Mbps e agregado 40 Mbps, e tecnologia PVC ATM (Permanent Virtual Circuit ATM) com enlaces típicos de 10 Mbps e agregado 60 Mbps. Os enlaces Internet tinham capacidade de 10 Mpbs via TELESC e 10 Mbps via PoP-SC/RNP. A rede tinha uma capacidade agregada de 100 Mbps.

Escolas estaduais aderem à RCT-SC

No ano de 2002 foi dada continuidade a expansão da rede da RCT-SC. Neste ano, alcançou-se o número de 480 unidades conectadas. Para atender esta demanda, os enlaces de Internet do PoP (Ponto de Presença) da UDESC tinha a capacidade de 40 Mbps providos pela Brasil Telecom e do PoP da UFSC tinha a capacidade de 155 Mbps providos pelo PoP-SC/RNP. As tecnologias adotadas dos enlaces nesta época eram PVC ATM (Permanent Virtual Circuit ATM) e Frame Relay, utilizando os protocolos IP sobre PVC e IP sobre Frame Relay.

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Conexões da RCT-SC em 2002

Nos anos subsequentes até 2004, a adesão de novas unidades a RCT-SC foi crescente, assim como a conectividade Internet. Em 2003 já eram 510 unidades conectadas e em 2004 eram 1317. Neste ano (2004), o enlace Internet provido pela Brasil Telecom foi ampliado para 120 Mbps para atender a crescente demanda de conectividade.

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Conexões RCT-SC entre 1998 e 2004

PoP-SC implanta o IPv6 de forma nativa

IPv6 (Internet Protocol versão 6) ou IPng (Internet Protocol next generation), é o novo protocolo que está em desenvolvimento para a substituição do atual IP, também chamado de IPv4. O motivo principal para o desenvolvimento do novo protocolo, foi o fato de o número de IP’s disponíveis estar se esgotando. O atual protocolo suporta “apenas” 2^32 (4.294.967.296) de endereços. Para a época que foi criado (década de 70) era um número mais que suficiente. Mas com a evolução e o crescimento exponencial da internet, esse número passou a ser insuficiente.

O IPv6 (protocolo IP versão 6), especificado em 1998 pela RFC 2460, foi ativado nos serviços internos do PoP-SC no ano de 2003 de forma nativa nos ativos de rede e servidores.

A implantação utilizou o mecanismo de transição denominado pilha dupla onde os elementos de rede e servidores possuem os dois endereços (IPv4 e IPv6), o que representou o início da ativação do IPv6 no PoP-SC. Isso abriu a possibilidade de um contato maior com o novo protocolo em um ambiente de produção e não mais de laboratório.

É importante ressaltar que nesta época o IPv6 estava em um estágio bem incipiente para os ativos de rede, onde a Cisco dominava no seu suporte. Existiam muitos equipamentos sem suporte e o IPv6 era disponibilizado através de elementos de camada 2.

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Implantação IPv6 no PoP-SC

UFSC cria um backbone Ethernet em adição ao backbone ATM

Em 2003 a popularização da tecnologia Gigabit Ethernet e suas diversas opções no mercado aliada ao declínio da tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode) e a redução no número de opções levaram a UFSC a optar pela criação de um backbone Ethernet em adição ao backbone ATM disponível desde 1995.

A rede Gigabit Ethernet possuía a vantagem de oferecer uma capacidade de 1 Gbps no backbone, enquanto a tecnologia ATM era capaz de fornecer somente 622 Mbps no mesmo âmbito, porém a rede Gigabit era capaz de fornecer 100 Mbps no acesso, menos que os 155 Mbps oferecidos pela rede ATM para acesso. Apesar dessa aparente desvantagem no acesso, a tecnologia Ethernet conseguiu otimizar os recursos da rede através do uso de pacotes de tamanho variável, enquanto a tecnologia ATM utilizava pacotes de tamanho fixo, permitindo que mais dados fossem transmitidos mesmo em uma capacidade menor. 

O backbone ATM continuou a utilizar as tecnologias de enlace ATM LANE (ATM Local Area Network Emulation), ATM Classical IP e MPOA (Multi-Protocol Over ATM) enquanto o backbone Ethernet iniciou seu funcionamento com a tecnologia de enlace IEEE 802.1Q, o padrão que suporta VLANs (Virtual Local Area Network).

Os equipamentos utilizados no núcleo da rede para o backbone ATM eram 4 comutadores IBM 8265, 4 servidores LANE e roteadores, para a distribuição e acesso a esse backbone. Também foram disponibilizados 25 switches IBM 8271 com 1 interface ATM/155 e 24 portas de 10 Mbps. Para o backbone Ethernet sendo construído, o core consistia em 1 comutador/roteador RS/8000 Riverstone, que por possuir interfaces físicas ATM e Gigabit Ethernet foi utilizado como gateway entre os dois backbones, 1 comutador/roteador RS/3000 Riverstone e 1 comutador/roteador XP-2400 Enterasys. Para a distribuição e acesso foram disponibilizados equipamentos diversos de baixa capacidade de processamento e densidade de portas.

Tecnologia SDH (STM-1) chega ao PoP-SC através dos enlaces da RNP (2004-2005)

No ano de 2004, o PoP-SC começa a receber os enlaces da RNP utilizando a tecnologia SDH/STM-1, substituindo a tecnologia ATM (Asynchronous Transfer Mode). Os enlaces ATM para São Paulo e Rio de Janeiro, que juntos tinham uma capacidade agregada de 54 Mbps, foram substituídos por um único enlace de 155 Mbps SDH/STM-1 utilizando o protocolo de transmissão POS (Packet over SONET). Estes enlaces duraram até o início do ano de 2005.

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Enlaces do PoP-SC com RNP utilizando SDH/STM-1 entre 2004 e início de 2005

A topologia implantada nesta época agregou as conexões da R-MAV, que serviu de infraestrutura para conexão ao PoP-UDESC (RCT-SC). Nesta época o equipamento da RCT-SC estava presente na UDESC, onde eram agregados centenas de conexões oriundas do interior do estado.

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Primeiras conexões da R-MAV com o PoP-SC e RCT-SC

Enlaces do PoP-SC com a RNP são ampliados para uma banda agregada de 5 Gbps utilizando DWDM (2005-2011)

No ano de 2005, o PoP-SC recebe os novos enlaces da RNP utilizando a tecnologia DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) utilizando o IP sobre DWDM (REVISAR, não sei se é correto falar de IP sobre DWDM, pois existe algumas camadas intermediárias antes disso…), a qual substitui a tecnologia SDH/STM-1. Esta tecnologia permitiu se criar uma nova rede sobre capacidade básica de transmissão Fibra x Lambda (sistemas multiplexados xWDM). O protocolo de transmissão POS (Packet over SONET) continua a ser utilizado. Neste momento, foram instalados enlaces com os PoPs de Curitiba e Porto Alegre, substituindo o enlace que estava instalado para São Paulo formando o chamado Anel Sul. A capacidade agregada do PoP-SC atingiu 5 Gbps, 2 enlaces de 2,5 Gbps representando um aumento na capacidade em 32 vezes. Internamente na rede do PoP-SC, a banda disponível era de 1 Gpbs utilizando a tecnologia Ethernet.

RedeIpê
RedeIpê

Com a chegada das conexões de maior capacidade com 2,5 Gbps, com o aumento da RCT-SC e fase de transição da rede interna do PoP-SC entre ATM e Ethernet, o PoP-SC passou a concentrar as instituições qualificadas diretamente no roteador do antigo backbone da RNP, pois o ativo da RCT-SC já não comportava todo o tráfego de suas instituições. As conexões ATM/Frame Relay que chegavam até o concentrador da RCT-SC, localizado na UDESC, foram aprovisionadas através de PVC ATM (Permanent Virtual Circuit ATM) através da RMAV-FLN.

O equipamento de concentração dos enlaces da RNP instalados no PoP-SC foi o Juniper M40e. Como equipamento de distribuição do PoP-SC foi utilizado o equipamento Extreme Alpine 3804. Esta alteração de tecnologias e capacidades nos enlaces da RNP demarcaram o final da rede RNP2 e início da RedeIpê, rede que perdura até os dias atuais.

SCiX – Santa Catarina Internet Exchange

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scix
SCiX – Santa Catarina Internet Exchange

Com intuito de criar um Internet Exchange Point em Santa Catarina, o PoP-SC criou o quarto ponto de troca de tráfego dentro da rede Acadêmica, o SCiX (Santa Catarina Internet Exchange) localizado em Florianópolis na UFSC e operado pelo PoP-SC. Nos PoPs da RNP já existiam o FIX (Federal Internet Exchange) localizado na instalação da RNP em Brasília operado pela própria RNP, o RSiX (Rio Grande do Sul Internet Exchange) localizado em Porto Alegre na UFRGS e operado pelo PoP-RS e o PRiX (Paraná Internet Exchange) localizado em Curitiba na UFPR e operado pelo PoP-PR.

Em 2005, estavam conectados os seguintes sistemas autônomos:

  • PoP-SC (ASN 11242)
  • RNP (ASN 1916)
  • RCT (10715)

Primeiras articulações para a criação da REMEP-FLN

No ano de 2005 ocorreram as primeiras articulações para estabelecer a criação da REMEP-FLN (Rede Metropolitana Comunitária de Educação e Pesquisa da Região de Florianópolis). Neste ano, à RNP foi confiada a responsabilidade de promover o estabelecimento de redes metropolitanas. Este estabelecimento das redes metropolitanas veio por intermédio de um projeto liderado pela RNP chamado REDECOMEP (Redes Comunitárias para Educação e Pesquisa), no qual a RNP obteve recursos federais para viabilizar a criação de redes de infraestrutura ópticas nas cidades as quais a RNP estivesse presente através de seus PoPs.

A primeira solicitação tratando a respeito da criação da rede metropolitana acadêmica da RNP na região de Florianópolis ocorreu via e-mail enviado no dia 11 de março de 2005. Neste, a RNP marca uma reunião com os representantes do PoP-SC e da UFSC em Florianópolis para o dia 17 de março de 2005.

Previamente à reunião, UFSC e CIASC articulam uma possível parceria entre Governo e Educação para estabelecer uma rede metropolitana para atender o Ensino e Pesquisa da região.

Na reunião entre RNP, PoP-SC e UFSC são iniciadas as articulações para criar a rede metropolitana acadêmica de Florianópolis, contando com a parceria do Governo previamente articulada, visto que nesta época o governo também estava construindo uma infraestrutura de fibra óptica em Florianópolis, a RMG – Rede Metropolitana Governamental; e a UFSC até então liderou iniciativas anteriores de criação da RMCT e da RMAV-FLN. Esta parceria é vista com bastante confiança por parte da RNP.

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Troca de e-mail entre Michael Stanton e Edison Melo em relação a primeira reunião sobre a criação da possível rede metropolitana acadêmica da região de Florianópolis (REMEP-FLN)

Projeto de backbone 10Gbps para a redeUFSC

Em 2005 foi criado o projeto para a criação de um novo backbone para a redeUFSC com a capacidade para 10 Gbps, o projeto partia da motivação de que era necessário revitalizar a rede, visto que os equipamentos atuais possuíam mais de 10 anos de defasagem tecnológica, era necessário aumentar o número de equipamentos disponíveis tendo em vista que a falta de equipamentos resultava na não realização da redundância de roteamento e gerava horas de indisponibilidade em casos de falha de máquina por não possuir equipamentos de backup. Além disso era necessário aumentar a capacidade de processamento dos roteadores, visto que a falta de capacidade gerava uma vulnerabilidade extrema da rede frente a ataques e também ocasionava na não redundância. Foi observada também a necessidade por gerar pesquisas sobre as tecnologias IPv6, Multicast e MPLS (Multi-Protocol Label Switching). 

Após o levantamento de todos esses fatores foi proposta a criação do novo backbone com características que visavam suprir as necessidades da Universidade Federal de Santa Catarina, portanto o novo backbone deveria possuir um roteador/comutador com alta capacidade de processamento e roteamento para o backbone da redeUFSC com suporte para 10 Gigabit Ethernet, IPv6, Multicast, Netflow ou similar e outras funcionalidades. Eram necessários também switches de distribuição no nível do backbone com suporte para 10 Gigabit Ethernet e 1 Gigabit Ethernetswitches de distribuição no nível dos centros de ensino e unidades administrativas com suporte para 1 Gigabit Ethernetswitch de borda para conexão com usuário final nos níveis de departamento e unidades administrativas com suporte para Gigabit Ethernet e Fast Ethernet, além disso também eram necessários sistemas de alimentação de energia elétrica de emergência para os pontos de concentração do backbone da rede. 

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Backbone projetado para a redeUFSC em 2005.

Parceria informal entre PoP-SC, FAPESC e CIASC para fomentar o projeto REDECOMEP em Florianópolis e região

No mês de maio de 2005, o PoP-SC, FAPESC e CIASC se reúnem informalmente para discutir a criação da rede metropolitana para ensino e pesquisa na região de Florianópolis, sob a iniciativa REDECOMEP da RNP. A partir desta reunião, foi formado um grupo de trabalho para realizar um estudo de viabilidade de criação da rede, realizada a formulação de convites para possíveis instituições interessadas no ingresso na rede, feito levantamento de informações e elaborado um pré-projeto. 

A REDECOMEP inicialmente foi divulgada no 6º WRNP, sendo que o PoP-SC esteve presente no evento e por intermédio do mesmo entrou em contato com a tecnologia sem fio WiMAX, o que serviu de inspiração para a implantação da rede sem fio na REMEP-FLN posteriormente.

A iniciativa REDECOMEP busca implementar redes de alta velocidade nas regiões metropolitanas do país servidas pelos Pontos de Presença (PoPs) do backbone da RNP, o que significa uma cobertura nacional. O modelo se baseia na implantação de uma infraestrutura de fibras óticas própria voltada para as instituições de pesquisa e educação superior e na formação de consórcios entre as instituições participantes de forma a assegurar sua auto sustentação.

Apresentação do pré-projeto REMEP-FLN para o coordenador nacional da REDECOMEP

No mês de julho de 2005 ocorreu a primeira reunião com o coordenador nacional da iniciativa REDECOMEP na qual foi apresentado o pré-projeto da REMEP-FLN. Até então, a conectividade metropolitana em Florianópolis era fornecida por enlaces providos pela RCT-SC e Brasil Telecom.

O pré-projeto possuía como parceiros estratégicos:

  • UFSC (SeTIC) e PoP-SC: contribuição com os recursos humanos, projeto, gerência e operação; 
  • PoP-SC/RNP: contribuição com recursos técnicos e financeiros, conectividade com a Internet (2 Gbps); 
  • FAPESC/CIASC: contribuição com recursos técnicos e financeiros, conectividade com a Internet (200 Mbps); 
  • CELESC: contribuição com recursos técnicos, infraestrutura óptica e com o compartilhamento de infraestrutura de passagem.

Em outubro desse ano, Instituições de Ensino e Pesquisa Federais e Estaduais, universidades comunitárias e universidades particulares firmam parceria para a construção, implantação e manutenção da rede.

Primeiro Memorando de Entendimento da REMEP-FLN é assinado e Comitês Gestor e Técnico são constituídos

O primeiro memorando de entendimento (MoU) é assinado no dia 21 novembro de 2005 entre a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) e 12 instituições de ensino e pesquisa de Santa Catarina. Neste mesmo período, foi constituído o primeiro Comitê Gestor e o primeiro Comitê Técnico da REMEP-FLN. As instituições que assinaram o MoU, juntamente com a RNP, são:

  • UFSC: Universidade Federal De Santa Catarina;
  • UDESC: Universidade do Estado de Santa Catarina;
  • FAPESC: Fundação de Apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Santa Catarina; 
  • EPAGRI: Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A; 
  • SAR: Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina; 
  • CIASC: Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A;  
  • CEFET/SC: Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina; 
  • CIDASC: Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina; 
  • SED: Secretaria de Estado de Educação, Ciência e Tecnologia; 
  • SES: Secretaria de Estado da Saúde;  
  • UNISUL: Universidade do Sul de Santa Catarina;
  • ASSESC:  Associação de Ensino de Santa Catarina;

Segmentação do tráfego do governo ampliando capacidade do enlace Internet

No ano de 2006 a RCT-SC ampliou a capacidade de Internet de 120 Mbps para 136 Mbps. Dado que o governo ainda estava compartilhando o uso do enlace Internet e a demanda estava reprimida, no mesmo ano, a RCT-SC amplia a capacidade Internet para 180 Mbps e cede 90 Mbps destes para o CIASC poder encaminhar diretamente a saída de alguns órgãos de governo. Até o final deste ano haviam 1.338 unidades conectas (universidades e escolas estaduais) utilizando enlaces com as tecnologias de enlace ATM (Asynchronous Transfer Mode) e Frame Relay, com capacidades entre 64 Kbps a 622 Mbps.

PoP-SC adere ao PTTMetro

Em 2006 o PoP-SC adere ao PTTMetro/IX.br, um projeto do NIC.br para a instalação de Pontos de Troca de Tráfego com o intuito de melhorar a conectividade da Internet brasileira. Em Florianópolis, inicialmente foi concebido para abrigar dois Pontos de Troca de Tráfego (PTT) sendo um localizado no CIASC e outro no próprio PoP-SC/RNP abrigado nas instalações da UFSC. O intuito do projeto era permitir uma melhor racionalização dos custos da rede e ter um maior controle da rede devido à entrega do trafego o mais próximo possível de seu destino, resultando em melhores desempenho e qualidade para os clientes.

Para o projeto foram aportados recursos do NIC.br para aquisição de equipamentos de rede e a infraestrutura presente no SCiX foi migrada para os novos servidores e switches, dando maior visibilidade e atraindo novos participantes ao projeto.

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Logo do projeto PTTMetro.

IX.br é o nome dado ao projeto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr) que promove e cria a infra-estrutura necessária (Ponto de Intercambio de Internet – IXP) para a interconexão direta entre as redes (“Autonomous Systems” – ASs) que compõem a Internet Brasileira. A atuação do IX.br volta-se às regiões metropolitanas no País que apresentam grande interesse de troca de tráfego Internet.” Fonte: http://ix.br/intro

Instalação do roteador Cisco 7600 no núcleo da redeUFSC

No início de 2006 foi instalado o roteador Cisco 7600, o novo núcleo para a redeUFSC, o equipamento foi escolhido por conseguir implantar recursos de IP/MPLS (Multi-Protocol Label Switching) de alto desempenho, serviços de IP personalizados escalonáveis na borda da rede, e comutação Ethernet de alta densidade com capacidade para 10Gbps.

O MPLS é um mecanismo em redes de alto desempenho que direciona dados de um nó da rede ao próximo nó baseado em rótulos de menos caminho, evitando assim as consultas a longas tabelas de roteamento, conseguindo encapsular pacotes de vários protocolos de rede.

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Roteador Cisco 7600 instalado no núcleo da redeUFSC em 2006.

Projeto REMEP-FLN é antecipado e é criada a Pré-REMEP

Em fevereiro de 2006 foi criada a Pré-REMEP graças a esforços dos comitês gestor e técnico que anteciparam a criação de algumas conexões planejadas. As conexões antecipadas foram estabelecidas através de um acordo envolvendo o Governo Estadual para cessão de uso irrevogável das fibras óticas pertencentes à RMAV-FLN para a UFSC, UDESC e CIDASC, além de um entendimento com a FAPESC e CIASC para a cessão de direito irrevogável de uso da infraestrutura pertencente à Rede Metropolitana Governamental (RMG). Ainda em fevereiro finalizado o levantamento de informações junto às instituições.

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Pré-REMEP-FLN
Pré-REMEP-FLN em Fevereiro de 2006

Na mesma época a Rede Metropolitana de Ciência e Tecnologia (RMCT) passa a integrar a Pré-REMEP, tornando-se uma rede considerável adicionando 11 unidades às 6 já conectadas pela Pré-REMEP, sendo estas:

Assinatura do primeiro Protocolo de Intenções sobre implementação do projeto REDECOMEP em Florianópolis

No dia 16 de maio de 2006 foi assinado o primeiro Protocolo de Intenções sobre o projeto REDECOMEP entre o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), o Governo do Estado de Santa Catarina e a FAPESC considerando a iniciativa e seu propósito de criar uma rede avançada, persistente e pública e projetos do Governo do Estado que buscavam interligar instituições de pesquisa do estado de Santa Catarina foi acordado que era de interesse mútuo a implementação do projeto REDECOMEP na região da Grande Florianópolis.

No documento fica firmado que a RNP seria a responsável pela coordenação e cooperação exigidas pelo projeto, assim como os deveres e responsabilidades dos representantes de cada instituição e clausulas que indicam sob que pretexto novas entidades ou órgãos deverão ser aceitos como novos membros do convênio.

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Primeiro-Protocolo-de-Entendimento
Primeiro protocolo de intenções para a implantação do projeto REDECOMEP em Florianópolis, assinado por representantes do MCT, FAPESC e Governo do Estado de Santa Catarina.

Criação da primeira conexão da redeUFSC com a Pré-REMEP-FLN

Em 2006 a UFSC consegue realizar a primeira conexão entre uma de suas unidades e a REMEP-FLN, com apoio do CIASC. Esta ligação passou a atender à UFSC-TV e outras unidades situadas no mesmo prédio, além disso, a conexão se somou ao segmento da rede metropolitana (RMCT) implantado em 1995 e que conectava o CCA/Itacorubi ao Campus Reitor João David Ferreira Lima.

Lançamento do edital para REMEP-FLN e entrega dos primeiros cabos de fibra ótica da rede

Em julho de 2006 é lançado o edital tanto para o projeto como para a construção da rede ótica da REMEP-FLN e assim em setembro do mesmo ano são iniciados os trabalhos, iniciando a elaboração do projeto e os preparativos para a construção da rede. Em novembro foram entregues os primeiros cabos de fibra ótica para a REMEP-FLN, sendo armazenados no Núcleo de Processamento de Dados da UFSC.